A história das aparições em Fátima, Portugal

1915
A primeira manifestação
Aparição de uma figura branca no céu enquanto rezavam o Rosário Lúcia e três amigas, Teresa e sua irmã Maria Rosa.

Ciclo Angélico: aparições do Anjo no ano de 1916

Primavera de 1916
Verão de 1916
Outono de 1916
Primeira aparição do Anjo na Loca do Cabeço
O anjo da paz aparece aos pastorinhos e reza com eles: “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não vos amam.”
Segunda aparição no Quintal da casa de Lúcia junto ao Poço do Arneiro
O Anjo da Paz, Anjo de Portugal aparece e convida a oração e a penitência em desagravo dos pecados cometidos contra o Senhor.
Terceira Aparição do Anjo na Loca do Cabeço
O anjo aparece aos três pastorinhos com um cálice e hóstia sangrando, adorando e dando de comer e beber às crianças.

Ciclo Mariano: aparições de Nossa Senhora no ano de 1917

13 de maio de 1917
13 de junho de 1917
13 de julho de 1917
19 de agosto de 1917
13 de setembro de 1917
13 de outubro de 1917
Primeira Aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria
A Virgem lhes aparece pela primeira vez e anuncia suas próximas visitas, seis meses seguidos. Convida-os a rezar o rosário todos os dias para alcançar a misericórdia de Deus, a paz ao mundo e o fim da Guerra.
Segunda Aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria com a presença de 50 a 60 pessoas
A Virgem mostra seu coração ferido e proclama que é da vontade de Jesus fazer que a devoção ao seu Imaculado Coração seja estabelecida no mundo.
Terceira aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria com a presença de aproximadamente 4.000 pessoas
A Virgem diz ser da vontade de Deus que se penitenciem e que rezem o terço. Lhes foi mostrado o inferno e anunciado um tempo de sofrimento e perseguição à Igreja, possibilitando o martírio de muitos fiéis, cujo sangue regaria as almas dos novos cristãos.
Quarta aparição de Nossa Senhora. Na Cova da Iria haviam cerca de 15.000 pessoas no dia 13 de agosto
Nesta aparição a Virgem ainda lhes disse que deveriam rezar o rosário para que as pessoas fossem curadas. Além disso, foi-lhes dito a finalidade do dinheiro que recebiam: a construção da Igreja e festa em sua honra.
Quinta aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria com aproximadamente 30.000 fiéis
A Virgem lhes diz que haverá um milagre para que muitos creiam.
Sexta aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria com cerca de 70.000 fiéis
A Virgem lhes pede que seja construída uma capelinha em sua honra. São José com o Menino Jesus e Nossa Senhora, aparecem no céu ao fim da aparição e abençoam o mundo. Acontece o Milagre do Sol.

Fonte: Memórias da Irmã Lúcia I. 14.ª ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2010

O milagre do Sol:

para que todos acreditem

Há mais de 100 anos atrás, o sol bailava no céu. As Revelações que eram consideradas privadas, tornaram-se públicas (Cf. CIC, n 67). O chamado “Milagre do Sol” ocorre para validar que realmente a Mãe de Deus aparecera a pobres crianças Lúcia, Jacinta e Francisco na Cova da Iria, Portugal: “Em outubro farei o milagre, para que todos acreditem” foi o que dissera a Virgem sobre 13 de outubro de 1917 e nesta data, pessoas de todos os gêneros, credos, crentes e céticos viram e testemunharam o fenômeno.

“Vai-se o tempo em que Ciência e a religião tentavam explicar-se uma à outra: Religião e ciência são duas dimensões do ser humano que podem coexistir, como mostram não só o caso de Galileu como o do padre Lemaitre e tantos outros, afirma o Dr. José Maria de Almeida Garrett, cientista e testemunha do acontecido. Em seu parecer:

O sol girou sobre si mesmo num rodopio louco. Houve também mudanças na atmosfera e, por fim, o sol, girando loucamente, parecia de repente soltar-se do firmamento e, vermelho como o sangue, avançar ameaçadoramente sobre a terra como se fosse para nos esmagar com o seu peso enorme e abrasador.

Para muitos, as aparições foram invenções de crianças que queriam “chamar atenção”, enquanto muitos, inclusive céticos antes mesmo do milagre percebiam algo de sobrenatural nas revelações das crianças. O fenômeno do sol movimenta os cientistas a pesquisarem o que de natural havia no ocorrido. Enquanto isso, o fato em si rompeu com a falta de fé de muitos. “Nunca, antes ou depois de 13 de outubro observei semelhante fenômeno solar ou atmosférico”, afirma Garret.

Diante do acontecido, os pastorinhos puderam ver a Virgem que:

Abrindo as mãos, fê-las refletir no sol. E enquanto que se elevava, continuava o reflexo de Sua própria luz a projetar-se no sol. (…) Desaparecida Nossa Senhora, na imensa distância do firmamento, vimos, ao lado do sol, São José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul.

O pedido de Maria em relação aos homens era de que não houvessem mais ofensas a Deus. O Milagre do Sol muito mais do que uma forma de comprovar que o acontecido tinha base sobrenatural queria gravar no coração dos homens a justificação de suas almas, a conversão dos pecadores, afim de que o maior número de pessoas cresse e crendo, tivessem a vida eterna. Desta forma, a finalidade do evento consistia em tornar os homens amigos de Deus e herdeiros do céu, pois “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5, 20).

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGÁFICAS

ALONSO, Joaquín María; KONDOR, Luigi; CRISTINO, Luciano Coelho. Memórias da Irmã Lúcia. 13. ed. Fátima, 2007, p. 180.

Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 67.

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